Com quase 540 mil habitantes distribuídos entre a planície costeira e os morros que avançam sobre a baía de Vitória, Serra impõe desafios geotécnicos que vão do solo arenoso saturado ao residual de granito compacto. Cada quilômetro de via projetada aqui vai enfrentar um perfil de subleito diferente — e a prefeitura não aprova dimensionamento de pavimento sem o ensaio CBR. Nosso laboratório executa o estudo CBR para projeto viário seguindo rigorosamente os procedimentos da ABNT NBR 9895, determinando o Índice de Suporte Califórnia do solo local para que as camadas do pavimento respondam com segurança à carga repetida do tráfego pesado típico do polo industrial de Tubarão e do movimento portuário. Para vias em terrenos de baixa capacidade de suporte, o resultado do CBR orienta desde a substituição do subleito até soluções com colunas de brita que viabilizam aterros sobre solos moles sem recalques excessivos.
O CBR de projeto não é um valor fixo — ele conta a história da umidade crítica do subleito sob a saturação mais severa que o clima de Serra pode gerar.
Detalhes técnicos do serviço em Serra

Condições geotécnicas locais em Serra
A ABNT NBR 9895 é clara quanto à necessidade de representatividade das amostras, e em Serra essa exigência pesa mais do que em terrenos uniformes. Um único furo de sondagem não representa a variabilidade que existe entre a planície quaternária de sedimentos flúvio-marinhos e os morros cristalinos do embasamento pré-cambriano. Já analisamos projetos onde o CBR de 12% obtido em amostra de um ponto foi reduzido a 4% no talhão seguinte, simplesmente porque a lente de argila mole não havia sido identificada na prospecção preliminar. O risco é subdimensionar a espessura das camadas nobres e enfrentar afundamentos de trilha de roda nos primeiros dois anos de operação. Para vias de tráfego pesado — como os acessos ao Terminal de Vila Velha ou às plantas da ArcelorMittal — recomendamos sempre cruzar o CBR com o perfil de sondagem SPT para mapear a variabilidade vertical do subleito e definir trechos homogêneos de dimensionamento.
Nossos serviços
Além do ensaio CBR propriamente dito, entregamos um pacote de análises complementares que garantem o dimensionamento completo do pavimento:
Compactação Proctor e caracterização completa
Determinamos a curva de compactação (umidade ótima e massa específica seca máxima) pelo ensaio Proctor normal ou intermediário, complementada com granulometria por peneiramento e sedimentação e limites de Atterberg para classificar o solo no sistema TRB e prever seu comportamento como subleito.
Perfil geotécnico para projeto de pavimento
Correlacionamos os resultados de CBR com a estratigrafia obtida nas sondagens SPT ao longo do traçado, gerando seções transversais com a capacidade de suporte de cada horizonte e recomendações de substituição, reforço ou estabilização do subleito.
Perguntas e respostas
Qual o valor do ensaio CBR para projeto viário em Serra?
O estudo CBR para projeto viário tem um custo a partir de $100.000 por ponto de coleta, incluindo a compactação Proctor na energia especificada, moldagem do corpo de prova e imersão de 96 horas. O valor final depende da quantidade de pontos amostrados ao longo do traçado e da necessidade de ensaios complementares como granulometria e limites de consistência.
Em quanto tempo entregamos o resultado do ensaio CBR?
O prazo padrão é de 7 a 10 dias úteis a partir da chegada da amostra ao laboratório, devido ao período obrigatório de imersão de 96 horas mais o tempo de preparação, compactação e ruptura. Para projetos urgentes, trabalhamos com agenda programada e podemos reduzir o prazo de emissão do relatório técnico.
Qual a diferença entre CBR de laboratório e CBR in situ?
O CBR de laboratório — que realizamos conforme a NBR 9895 — é determinado em amostra compactada na energia Proctor, simulando as condições de densificação que o subleito terá após a construção. Já o CBR in situ mede a capacidade de suporte do solo nas condições naturais de umidade e compacidade do momento da coleta. Para projeto de pavimento, a norma exige o valor de laboratório, que é o parâmetro de entrada para o dimensionamento das camadas.