Outro dia, acompanhando a terraplenagem de um condomínio na região de Laranjeiras, o responsável pela obra comentou que a umidade da brita graduada simplesmente não estabilizava. Serra tem dessas coisas: o clima tropical com chuvas concentradas entre outubro e janeiro altera a umidade ótima do solo de uma semana para outra. Nesses casos, a verificação com o ensaio de densidade in situ (método do cone de areia) deixa de ser uma etapa burocrática e vira a ferramenta que realmente define se a compactação está segura. Nosso laboratório roda o procedimento completo da ABNT NBR 7185:2016, desde a calibração da areia até a leitura da massa específica aparente seca in loco. Quando o grau de compactação fica abaixo de 95% em aterros estruturais — e vemos isso com frequência em encostas com perfil de alteração de rocha — complementamos a investigação com um ensaio de granulometria para entender se a curva do material está fora da especificação.
Um grau de compactação 2% abaixo do especificado pode reduzir a capacidade de suporte do aterro em até 20% — um risco silencioso que só o ensaio revela.
Detalhes técnicos do serviço em Serra

Condições geotécnicas locais em Serra
O erro mais comum que vemos em obras de Serra é liberar uma camada de aterro baseando-se apenas na experiência do operador do rolo — 'já passei quatro vezes, tá bom'. Só que o solo residual da região, quando compactado acima da umidade ótima, fica com aparência firme mas esconde um excesso de água nos poros que reduz drasticamente a resistência ao cisalhamento. Já pegamos quadras inteiras de pavimento com grau de compactação de 87% porque a umidade não foi ajustada antes da compactação. O prejuízo aparece meses depois: trincas longitudinais no asfalto, recalques diferenciais e, em casos extremos, ruptura do subleito. Para evitar retrabalho, intercalamos o ensaio de densidade in situ a cada 200 m³ de material compactado e cruzamos o resultado com o teor de umidade obtido pelo método Speedy, corrigindo a energia de compactação conforme o tipo de solo mapeado no trecho.
Nossos serviços
O ensaio de cone de areia é o ponto de partida do controle de aterros, mas a investigação geotécnica em Serra frequentemente pede ensaios complementares para caracterizar a fundação como um todo:
Ensaio de granulometria com peneiramento e sedimentação
Classifica o solo do aterro conforme a ABNT NBR 7181, identificando a fração de argila que pode reter água e comprometer a compactação mesmo com grau de compactação elevado.
Ensaio CBR de campo e laboratório
Mede a capacidade de suporte do subleito compactado sob condição de saturação, essencial para dimensionar pavimentos flexíveis em vias urbanas e rodovias da Grande Vitória.
Perguntas e respostas
Qual o custo de um ensaio de densidade in situ pelo método do cone de areia em Serra?
O valor de referência para o ensaio de densidade in situ (cone de areia) em Serra fica em torno de $100.000 por ponto ensaiado. Esse preço inclui a calibração da areia, o deslocamento da equipe e a emissão do boletim técnico com a assinatura do responsável.
Com que frequência devo solicitar o ensaio de cone de areia durante a terraplenagem?
A especificação padrão do DNIT e da maioria dos memoriais técnicos em Serra determina um ensaio a cada 200 m³ de material compactado, ou no mínimo um ponto por camada para áreas inferiores a 500 m².
O ensaio de cone de areia pode ser feito em brita graduada?
Pode, desde que o diâmetro máximo do agregado não ultrapasse 19,1 mm. Para britas maiores, a ABNT NBR 7185 recomenda substituir o método ou aumentar o volume do furo, e nesses casos orientamos o cliente sobre a técnica substitutiva mais adequada.
Qual a diferença entre o cone de areia e o frasco de Campbell?
O cone de areia segue a ABNT NBR 7185 e é mais preciso para solos finos e arenosos, substituindo o frasco de Campbell que usa água e não é recomendado para materiais com argila expansiva. Em Serra, usamos exclusivamente o cone de areia pela versatilidade nos perfis locais. Mais info.