Serra
Serra, Brazil

Ensaio de Permeabilidade In Situ (Lefranc/Lugeon) em Serra

Durante a investigação geotécnica para um condomínio residencial no bairro Jardim Limoeiro, encontramos um maciço rochoso com fraturamento expressivo a apenas 6 metros de profundidade. A dúvida do construtor era objetiva: qual a condutividade hidráulica real dessas descontinuidades e qual o risco de fluxo para o subsolo da futura garagem. Para responder isso, executamos uma campanha de ensaio de permeabilidade in situ combinando o método Lugeon nos trechos em rocha alterada e o método Lefranc nos horizontes de solo residual maduro. Em Serra, onde a geologia transita rapidamente entre solos de alteração de granitoides e migmatitos, a avaliação pontual da permeabilidade é o único caminho para calibrar modelos de rebaixamento e dimensionar sistemas de drenagem sem sobredimensionar custos. Muitas vezes complementamos essa campanha com sondagens SPT para identificar a exata profundidade do topo rochoso antes de posicionar os trechos de ensaio.

A condutividade hidráulica obtida in situ nos ensaios Lefranc e Lugeon reflete a realidade do maciço fraturado de Serra, eliminando a perturbação inerente às amostras indeformadas.

Detalhes técnicos do serviço em Serra

A geologia predominante em Serra, situada sobre terrenos cristalinos da Serra do Mar com altitudes médias acima de 800 metros, impõe perfis de alteração heterogêneos onde a permeabilidade matricial do solo saprolítico pode ser ordens de grandeza inferior à permeabilidade fissural da rocha subjacente. O ensaio Lefranc, executado em furos de sondagem com injeção a carga constante ou variável, permite quantificar a condutividade hidráulica em meios porosos saturados, sendo particularmente útil nos horizontes de silte areno-argiloso que recobrem as encostas da região. Já o ensaio Lugeon, normatizado pela prática internacional e adaptado às diretrizes da ABNT, aplica patamares de pressão controlada para isolar segmentos do maciço rochoso e obter a absorção específica em unidades Lugeon. A interpretação conjunta desses resultados com o fluxo subterrâneo regional exige correlação com a granulometria dos horizontes atravessados, especialmente quando há lentes de material coluvionar transportado nas cotas intermediárias do terreno.
Ensaio de Permeabilidade In Situ (Lefranc/Lugeon) em Serra
Ensaio de Permeabilidade In Situ (Lefranc/Lugeon) em Serra
ParâmetroValor típico
Método aplicadoLefranc (carga constante e variável) e Lugeon
Norma de referênciaABNT NBR 6484 e NBR 7229
Profundidade máxima de ensaioAté 60 m
Trecho ensaiado por estágio Lugeon3 a 5 m
Número de estágios de pressão5 (conforme sequência normalizada)
Coeficiente de permeabilidade (k)10^-4 a 10^-8 m/s
Acreditação do laboratórioISO 17025 para calibração de transdutores

Condições geotécnicas locais em Serra

Um erro recorrente que observamos em obras na região central de Serra é a adoção de coeficientes de permeabilidade estimados exclusivamente a partir de tabelas bibliográficas de solos, ignorando a anisotropia e a fraturação da rocha subjacente. Isso gera sistemas de drenagem subdimensionados que colapsam já nas primeiras chuvas intensas de verão, quando a precipitação acumulada em 72 horas pode superar 150 mm. O resultado são fluxos concentrados não previstos na interface solo-rocha, carreamento de finos para dentro da escavação e, em casos mais graves, erosão interna regressiva que compromete sapatas já concretadas. A execução de um programa de ensaios de permeabilidade in situ bem distribuído espacialmente, com furos verticais e inclinados quando a família de fraturas principal for desfavorável, é a única garantia técnica para calibrar com segurança as análises de percolação e evitar decisões de projeto baseadas em premissas hidrogeológicas incorretas.

Precisa de uma avaliação geotécnica?

Resposta em menos de 24h.

Normas aplicáveis: ABNT NBR 6484: Solo – Execução de sondagens de simples reconhecimento, ABNT NBR 7229: Projeto, construção e operação de sistemas de tanques sépticos, ABNT NBR 6118: Projeto de estruturas de concreto – Procedimento

Nossos serviços

Nossa equipe técnica executa os ensaios de permeabilidade de forma integrada à investigação geotécnica, garantindo que cada trecho de ensaio seja posicionado com base no perfil estratigráfico real do furo.

Ensaio Lefranc em Solo

Determinação do coeficiente de permeabilidade em solos saturados por meio de injeção de água sob carga constante ou variável, com medição contínua da vazão absorvida pelo terreno.

Ensaio Lugeon em Rocha

Investigação da condutividade hidráulica de maciços rochosos fraturados utilizando obturador pneumático duplo e aplicação de cinco patamares de pressão para análise do regime de fluxo.

Análise de Rebaixamento

Interpretação dos dados de permeabilidade para modelagem do fluxo subterrâneo e dimensionamento de sistemas de esgotamento de canteiros e drenagem permanente.

Perguntas e respostas

Qual a diferença prática entre o ensaio Lefranc e o Lugeon?

O ensaio Lefranc é aplicado em trechos de solo ou saprolito, medindo a permeabilidade do meio poroso saturado através da injeção de água em uma cavidade cilíndrica. O ensaio Lugeon é específico para rocha fraturada, utilizando um obturador para isolar um segmento do furo e aplicar pressão controlada, obtendo a absorção em unidades Lugeon (1 UL ≈ 1 litro/minuto por metro de furo a 10 kg/cm²).

Qual o valor médio de um ensaio de permeabilidade em Serra?

O investimento para um ensaio de permeabilidade in situ em Serra parte de aproximadamente $100.000, variando conforme a profundidade do furo e o número de trechos a serem ensaiados pelos métodos Lefranc ou Lugeon.

Em que fase da obra devemos executar esses ensaios?

O ideal é realizar os ensaios de permeabilidade durante a campanha de sondagens de investigação geotécnica, imediatamente após a perfuração de cada furo. Isso permite aproveitar a mesma locação e obter os parâmetros hidrogeológicos antes da definição do projeto executivo de fundações e contenções.

Os ensaios conseguem detectar fluxo em fraturas preenchidas com argila?

Sim, o ensaio Lugeon é sensível à presença de material de preenchimento nas fraturas. A análise do comportamento da vazão em função da pressão aplicada indica se há lavagem desse material, fechamento elástico da fratura ou fluxo turbulento, permitindo inferir o potencial de erosão interna do maciço.

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