Durante a investigação geotécnica para um condomínio residencial no bairro Jardim Limoeiro, encontramos um maciço rochoso com fraturamento expressivo a apenas 6 metros de profundidade. A dúvida do construtor era objetiva: qual a condutividade hidráulica real dessas descontinuidades e qual o risco de fluxo para o subsolo da futura garagem. Para responder isso, executamos uma campanha de ensaio de permeabilidade in situ combinando o método Lugeon nos trechos em rocha alterada e o método Lefranc nos horizontes de solo residual maduro. Em Serra, onde a geologia transita rapidamente entre solos de alteração de granitoides e migmatitos, a avaliação pontual da permeabilidade é o único caminho para calibrar modelos de rebaixamento e dimensionar sistemas de drenagem sem sobredimensionar custos. Muitas vezes complementamos essa campanha com sondagens SPT para identificar a exata profundidade do topo rochoso antes de posicionar os trechos de ensaio.
A condutividade hidráulica obtida in situ nos ensaios Lefranc e Lugeon reflete a realidade do maciço fraturado de Serra, eliminando a perturbação inerente às amostras indeformadas.
Detalhes técnicos do serviço em Serra

Condições geotécnicas locais em Serra
Um erro recorrente que observamos em obras na região central de Serra é a adoção de coeficientes de permeabilidade estimados exclusivamente a partir de tabelas bibliográficas de solos, ignorando a anisotropia e a fraturação da rocha subjacente. Isso gera sistemas de drenagem subdimensionados que colapsam já nas primeiras chuvas intensas de verão, quando a precipitação acumulada em 72 horas pode superar 150 mm. O resultado são fluxos concentrados não previstos na interface solo-rocha, carreamento de finos para dentro da escavação e, em casos mais graves, erosão interna regressiva que compromete sapatas já concretadas. A execução de um programa de ensaios de permeabilidade in situ bem distribuído espacialmente, com furos verticais e inclinados quando a família de fraturas principal for desfavorável, é a única garantia técnica para calibrar com segurança as análises de percolação e evitar decisões de projeto baseadas em premissas hidrogeológicas incorretas.
Nossos serviços
Nossa equipe técnica executa os ensaios de permeabilidade de forma integrada à investigação geotécnica, garantindo que cada trecho de ensaio seja posicionado com base no perfil estratigráfico real do furo.
Ensaio Lefranc em Solo
Determinação do coeficiente de permeabilidade em solos saturados por meio de injeção de água sob carga constante ou variável, com medição contínua da vazão absorvida pelo terreno.
Ensaio Lugeon em Rocha
Investigação da condutividade hidráulica de maciços rochosos fraturados utilizando obturador pneumático duplo e aplicação de cinco patamares de pressão para análise do regime de fluxo.
Análise de Rebaixamento
Interpretação dos dados de permeabilidade para modelagem do fluxo subterrâneo e dimensionamento de sistemas de esgotamento de canteiros e drenagem permanente.
Perguntas e respostas
Qual a diferença prática entre o ensaio Lefranc e o Lugeon?
O ensaio Lefranc é aplicado em trechos de solo ou saprolito, medindo a permeabilidade do meio poroso saturado através da injeção de água em uma cavidade cilíndrica. O ensaio Lugeon é específico para rocha fraturada, utilizando um obturador para isolar um segmento do furo e aplicar pressão controlada, obtendo a absorção em unidades Lugeon (1 UL ≈ 1 litro/minuto por metro de furo a 10 kg/cm²).
Qual o valor médio de um ensaio de permeabilidade em Serra?
O investimento para um ensaio de permeabilidade in situ em Serra parte de aproximadamente $100.000, variando conforme a profundidade do furo e o número de trechos a serem ensaiados pelos métodos Lefranc ou Lugeon.
Em que fase da obra devemos executar esses ensaios?
O ideal é realizar os ensaios de permeabilidade durante a campanha de sondagens de investigação geotécnica, imediatamente após a perfuração de cada furo. Isso permite aproveitar a mesma locação e obter os parâmetros hidrogeológicos antes da definição do projeto executivo de fundações e contenções.
Os ensaios conseguem detectar fluxo em fraturas preenchidas com argila?
Sim, o ensaio Lugeon é sensível à presença de material de preenchimento nas fraturas. A análise do comportamento da vazão em função da pressão aplicada indica se há lavagem desse material, fechamento elástico da fratura ou fluxo turbulento, permitindo inferir o potencial de erosão interna do maciço.